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Tratamento da crise da enxaqueca – Novidades do Congresso Mundial – 2015

Tratamento da crise da enxaqueca – Novidades do Congresso Mundial realizado em Valencia, Espanha, 14 a 15 de maio – 2015. Dr Paolo Marteletti, editor chefe da revista Journal of Headache and Pain, e eu passamos para julgar os posters referentes a pesquisas de novos tratamentos para crises de dores de cabeça. Algumas pesquisas interessantes foram mostradas. Eficácia do AVP-825 vs sumatriptano 100 mg, bloqueio de nervo occipital com bupivacaina sem corticoides para tratar aura prolongada da enxaqueca, estimulação não invasiva do nervo vago para crise de enxaqueca, estimulação magnética transcraniana de pulso único para tratar enxaqueca com uso excessivo de analgésicos. Foi estudada a combinação entre sumatriptano 100 mg e paracetamol 500 mg, mostrando que os dois juntos funcionam melhor que quando usados separadamente, sem efeito negativo gástrico que as combinações de sumatriptano com naproxeno podem ocasionar. A experiência de alguns casos com ketamina endovenosa mostrou-se promissora, boa resposta clínica com poucos efeitos colaterais. Também pela veia, um relato do uso de sulfato de magnésio 2 gramas com sucesso em 88 pacientes com crises prolongadas de enxaqueca. O aparelho CoolHead, que injeta ar frio dentro das narinas através de um fino cateter para aliviar as crises de enxaqueca mostra se promissor, uma forma inovadora de tratar a crise, literalmente “esfriando a cabeça”. Nas apresentações sobre prevenção tivemos a divulgação dos resultados do uso dos anticorpos monoclonais contra o CGRP, já em fase avançada dos estudos que mostram boa segurança e eficácia, em aplicações injetáveis, detalharemos em outro post. Dr Mario...

Melatonina No Brasil – Matéria de capa da Istoé

O super hormônio Recentes estudos provam que a melatonina faz muito mais do que ajudar a dormir. Entre outros benefícios, ela auxilia no emagrecimento, combate a diabetes, controla a enxaqueca e protege contra os danos do mal de Alzheimer Cilene Pereira e Monique Oliveira   Uma substância fabricada naturalmente pelo organismo está despontando das pesquisas científicas como uma espécie de super-remédio. De acordo com estudos realizados em todo o mundo, a melatonina, hormônio responsável pela indução ao sono, é eficaz contra uma ampla gama de enfermidades. Só para se ter uma ideia, ela ajuda a emagrecer, protege contra os danos causados pelo acidente vascular cerebral, auxilia no controle da hipertensão e da diabetes e reduz as crises de enxaqueca. Um dos últimos benefícios descobertos foi o de diminuir a queda de cabelo provocada por causas genéticas, a alopécia androgenética, conhecida como calvície masculina. Ainda não se sabe ao certo quais são os mecanismos que levam a esse espectro tão grande de atuação. O que se descobriu recentemente e que ajuda a entender parte desse fenômeno foi que existem receptores sensíveis à ação do hormônio em todo o organismo. Produzida pela glândula pineal – localizada no cérebro – na ausência da luz, até pouco tempo acreditava-se que a substância agisse basicamente sobre os centros cerebrais envolvidos no controle do relógio biológico, estimulando o sono. Por essa razão, suas indicações mais conhecidas eram contra a insônia e outros distúrbios associados ao sono, como o jet lag. HERANÇA Regina constatou que o hormônio passa de mãe para filho pelo leite materno A descoberta de suas outras funções foi gradativa. Hoje, uma das áreas nas quais é possível encontrar conhecimento mais sólido a esse respeito é a do câncer. A relação entre a melatonina e a doença começou a ser mais investigada quando surgiram indicações de uma associação entre o risco aumentado para...

Tratamento da Enxaqueca com Botox – efeitos colaterais

Tratamento da Enxaqueca com Botox – efeitos colaterais Dr Mario Peres, médico neurologista, pós-doutorado na área de cefaleias nos Estados Unidos, fala sobre o tratamento da enxaqueca com o Botox e seus efeitos colaterais. O botox (toxina botulínica tipo A) foi aprovada nos Estados em outubro de 2010 para o tratamento da enxaqueca crônica e no Brasil, pela ANVISA este ano (2011). A aplicação é segura, eficaz, funciona diminuindo as crises de dor na maioria dos pacientes com enxaqueca. Mas não é todo tipo de dor de cabeça que se beneficia da aplicação. Também, não é a aplicação estética que funciona, pois as doses e os pontos de aplicação são diferentes, além da necessidade de ser um neurologista capacitado para fazer o procedimento. Como recentemente veiculado no programa da Ana Maria Braga, falou-se dos efeitos colaterais da aplicação, mas vale ressaltar que são raros e ainda mais incomuns em mãos experientes. 1. Queda da pálpebra. Ocorre apenas se os pontos aplicados na testa forem muito próximos dos olhos, felizmente na nossa experiência de aplicações de toxina para dores de cabeça, nunca tivemos este efeito. 2. Mudança na aparência do rosto. Os pontos de aplicação incluem a testa, e se for aplicado mais de um lado do que outro pode mudar a expressão facial. Naturalmente a programação das doses a serem aplicadas incluem a exata simetria da face para que isto não aconteça. Na nossa experiência também nunca tivemos tais efeitos adversos. 3. Dor nos pontos da aplicação. Podem ocorrer no momento da aplicação, apesar de ser um procedimento bastante tranquilo, alguns pontos podem ficar pouco doloridos após, mas isto ocorre em uma minoria dos pacientes e passa rapidamente. 4. Fraqueza muscular. A fraqueza muscular ocorre se a aplicação for exagerada em músculos da cervical (percoço). Ou seja, todos os efeitos colaterais são dependentes da experiência do aplicador. Em resumo,...

Consultório CBN, entrevista com Dr Mario Peres sobre enxaqueca, dor de cabeça

Enxaqueca Qui, 16/04/09 por Tania Morales | categoria Saúde Neste sábado, vamos falar sobre enxaqueca com o neurologista Mario Peres. Você pode encaminhar sua pergunta pelo e-mail consultoriocbn@cbn.com.br. Por favor, não deixe a pergunta no blog porque o programa neste fim de semana não será apresentado por mim, e sim pelo Fernando Andrade. A entrevista começa às...

Entrevista sobre fobias e enxaqueca – TV Brasil

Dr. Mario Peres fala no programa Sem Censura sobre enxaqueca.

Entrevista na Radio CBN com Dr Mario Peres sobre enxaqueca, dor de cabeça

Radio CBN – 19/07/2008 – www.cbn.globoradio.com – Dr. Mario Peres Sábado, 19 de julho de 2008 Neurologista explica as causas e tratamentos possíveis para a dor de cabeça Entrevista com Mário Peres, médico do Albert Einstein e professor de pós-graduação do curso de Neurologia e Neurociências da Unifesp. Entrevista com o neurologista Mario Peres, do hospital Albert Einstein, que está lançando o livro com o título: Dor de cabeça: O que ela quer com você? O título do livro faz uma pergunta sugestiva, afinal, o que a dor de cabeça quer? Esse título tem relação com a base biológica da enxaqueca, do por que temos dor de cabeça. Então primeiro precisamos compreender que o sistema de dor é um sistema de defesa do organismo, portanto ele vai alertar para algo que não está bem. A enxaqueca como principal exemplo de dor de cabeça é uma doença multifatorial: tem um componente genético, hormonal, ambiental e também emocional, que é bastante importante. A sobrecarga de qualquer um desses sistemas pode gerar uma crise de dor. A dor de cabeça é um pedido de socorro para que se retome o reequilíbrio do organismo, é isso? A dor de cabeça vai sinalizar que alguma coisa não está bem. No livro, li que há dois tipos de dor de cabeça (cefaléia): a cefaléia primária e a cefaléia secundária, que é associada há alguma doença mais grave. Como diferenciar a dor de cabeça que é uma enxaqueca, ligada a esses fatores como à ansiedade, estresse, etc., daquela que pode ser indicativa de uma doença mais grave? A enxaqueca cursa com uma dor de cabeça que vai e volta, a pessoa tem em geral uma crise que se repete uma vez por semana, uma vez por mês e as histórias normalmente são geralmente de vários meses e anos. A crise da enxaqueca apresenta uma característica especial,...

Drauzio Varella entrevista Dr Mario Peres sobre enxaqueca e dor de cabeça

Dr. Mário Peres, médico neurologista, faz parte do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e é professor de Neurologia na Faculdade de Medicina do ABC de São Paulo Enxaqueca, dor de cabeça, ou cefaléia, é um sintoma freqüente, de intensidade variável, associada a causas diversas e nem sempre de fácil diagnóstico.  Quando não está correlacionada com uma doença, como sinusite, fibromialgia, gripes e resfriados, aneurismas, ou mesmo com a tensão pré-menstrual, é denominada cefaléia primária e classificada em três tipos diferentes: cefaléia tensional, cefaléia em salvas e enxaqueca. Na cefaléia tensional, a dor é de intensidade leve ou moderada e não impede que a pessoa exerça suas atividades rotineiras. Na cefaléia em salvas, ela é pulsátil, muito forte, e manifesta-se em crises: uma a oito por dia. Já a da enxaqueca costuma ser unilateral, latejante, de intensidade de média a forte, e piora com a movimentação. Provocada por um distúrbio neurovascular crônico, é uma dor incapacitante que obriga o paciente a recolher-se num quarto escuro em virtude da hiper-sensibilidade à luz e aos ruídos. A medicina moderna tenta determinar as causas da enxaqueca. Já se sabe que a associação de tratamentos medicamentosos e não-medicamentosos pode ser bastante eficaz para o controle das crises. Características Drauzio – O que difere a enxaqueca das dores de cabeça mais comuns? Mario Peres – Cefaléia é um termo médico que significa dor de cabeça. Enxaqueca, um dos tipos de cefaléia, é uma doença neurológica, com base biológica, multifatorial, de predisposição genética. Nos quadros graves, é importante definir as causas principais, os fatores desencadeantes e o tipo de predisposição genética. Drauzio – Márcia, Dr. Mário disse que enxaqueca é uma doença crônica. Há quanto tempo você sofre de enxaqueca? Márcia Liu – Há muitos anos. Para ter uma idéia, tenho 49 anos e tive a primeira crise aos sete anos. De lá para cá,...