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Dor de cabeça, pessimismo e inflamação

Dor de cabeça, pessimismo e inflamação

Uma das pesquisas mais importantes na área da dor nos últimos anos. Um dos maiores estudiosos do efeito placebo, o italiano Fabrizio Benedetti, publica na revista PAIN ((155) 2014, pag 921-928) um excelente artigo: ” Nocebo and placebo modulation of hypobaric hypoxia headache involves
the cyclooxygenase-prostaglandins pathway”.

Dois grupos de estudantes que iam para um acampamento de pesquisa na montanha a 3500 metros de altitude foram avaliados. De 121 estudantes, 36 manifestaram preocupação com a ocorrência de dor de cabeça na altitude e apresentaram uma expectativa negativa, antecipação de que teriam dor de cabeça na montanha. Sabemos que aumentam mesmo as chances de cefaleia quanto maior a altitude que estamos. Os que não se preocuparam mas posteriormente tiveram dor de cabeça foram comparados.

A pesquisa descobriu que a expectativa negativa aumenta os níveis de substâncias inflamatórias, prostaglandinas e tromboxanas, sugerindo aumento da atividade da ciclooxigenase nestes pacientes, além de aumentar também a chance da dor de cabeça, cefaleias aparecerem. Já se sabia que o efeito nocebo, efeito gerado pela expectativa negativa, era modulado pelas substâncias opióides, endocanabinóides e colecistoquininas.

Esta pesquisa confirma a ideia de que o pessimismo, que a expectativa negativa aumenta a chance de ter dores no corpo e dores de cabeça, e que estes mesmos pensamentos negativos aumentando os níveis de substâncias inflamatórias.

Provavelmente a reversão destes pensamentos por outros que ressaltem o otimismo, a expectativa positiva, a fé, possam melhorar os estados de dor!

Chegará o dia em que ao invés de tomar um anti-inflamatório faremos uma meditação ou oração e a dor desaparecerá?

Texto escrito pelo Dr Mario Peres, médico neurologista.

 

 

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2 Responsesto “Dor de cabeça, pessimismo e inflamação”

  1. Expedita Ferreira do nascimento disse:

    Estamos caminhando para isso

  2. Eddinho disse:

    Com certeza Dr. Mario! O dia que o homem for preparado pela sociedade a viver sua vida plenamente, sendo quem realmente é, usando 100% do seu cérebro (e não sendo usado por ele) e todas as capacidades de seu ser, o sofrimento, a dor e a doença não farão mais parte de nossa existência.

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